segunda-feira, 18 de junho de 2012

Muito Prazer

Muito prazer, meu nome é tentação. Sou o mais perturbador dos pensamentos, a incerteza do que já é duvidoso, o risco do arrependimento. Faço sua cabeça delirar, sua febre aumentar, seu suor escorrer, sua saliva faltar, e mesmo quando vc pensa que eu já fui embora, retorno e te enlouqueço. Te acompanho desde pequeno, quando vc aprendeu sobre o que era errado, e eu, estava lá no cantinho só prestigiando a entrada do espetáculo: a proibição.
Errar é bom né?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Hoje Diferente de Outro Hoje

Hoje é um dia delicado, dia que as almas choram por recordar do seu passado, que os homens festejam seus amores, que os bichos ficam em casa assistindo novela. Esse dia é magnifico, os doentes saem para trabalhar enquanto os homens dormem, a cidade fala sozinha, a música canta e dança sem ninguém pra acompanhar. E todos aqueles corpos que permanecem onde não deveriam estar, longe de mim, acabam achando mais divertido o mundo lá fora, aprendendo as "manhas". Esta tudo sendo gravado, é só assistir no final, a cena nunca termina, o sol sempre se põe e continua o ciclo vicioso de viver.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ele

Ele não precisa falar, seu olhar corresponde a minha incerteza, sua ausência me desperta o medo de estar sem ele, e mesmo que ele falasse tudo o que sente ainda seria pouco perto da imensidão do seu olhar.
Ele não precisa gritar, eu sei que quando esta sozinho é meu nome que ele chama, quando esta na cama é meu cheiro que vem a tona, e por mais que ele tente negar é minha boca que ele deseja.
Ele não precisa se cobrar, se esta sol de manha ele me acorda sorrindo, se esta frio de tarde ele vem me agasalhar, e pergunto se há desafio nisso, gostar de quem só quer seu bem e esta disposto a te amar.
Ele não precisa de provas de amor, se já provou que é forte o bastante pra me enfrentar, e tudo que existe de maior valor, é o carinho de suas mãos acariciando meu corpo.
Ele só precisa de amor, uma boa renda para o seu ego, sexo 3 vezes na semana e um canto pra chamar de lar, e como essas condições estão favoráveis, saltaremos do conforto para o desafio de amar.

domingo, 20 de novembro de 2011

Para Anacleto!

Sempre quando a qualidade antecipa sua aparência, enviar mensagens subliminares aos alucinados ficou cada vez mais banal, começando aplicado a capacidade de todos os argumentos que não teclam certo uma coisa se quer.
Só mais palavras dependentes. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Essa Dor

Faltou muito pra dar certo
Muito pouco pra acabar
E a medalha de honra ao mérito
Vai pra quem souber levar

Desculpas já são aceitas
Mentiras já são contadas
E pra mim já é desfeita
Passar a noite acordada

Quem sabe?
Quem viu?
Pra onde o amor foi
Pra onde ele fugiu

Pior é mentir em silêncio
Pra garantir a dor no final
Sem dúvida ou argumento
De honestidade e moral

Quem fala é o sentiento
Que já não existe mais
E o resto do momento
Que não volta atras

Quem sabe?
Quem viu?
Pra onde o amor foi
Pra onde ele fugiu

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mais um copo, por favor!

E o copo subia até a boca mas não
com a mesma intensidade, e eu fui perdendo a simetria entre atração e vaidade, e mais gelo por gentileza.
O vestido voa por sobre a cama, e a pesca continua com a insônia, a filosofia não se deixa abalar pelo mundo "relativamente mau" e se o ciclo vicioso de passeios por onde não faz sentido continuar a me obrigar a ser quem eu não sou, desculpas são sempre aceitas.

sábado, 8 de outubro de 2011

Chove chuva

Chove chuva, lave os telhados, regue as flores do campo, chove chuva de saudade, leve tudo pra bem longe, molhe toda gentileza de sermos dois, vista-se com seu cheiro de verão, águas que levam e que trazem os amores, poças grandes de pequenos mares, rios que correm cheios de chuva, sao aguas que abrem e fecham a estação.
Chove minha chuvinha, se pra sempre é ser agora eu quero que tu caia, pra eu depois secar toda a mágoa, curar toda saudade, lavar todo telhado, regar todo campo e amar para sempre, antes que o sempre acabe.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Meu anjo com uma rosa vermelha na mão.

Ele estava na minha frente, começou como um olhar desviado, mas ai passou a ser um olhar percebível, mas ele não notava, continuava encarando e aquilo começou a irritar, comentar, chatear, e ele comeca a escrever, e aquela rosa esta ficando louca, aqueles olhos me tirando o folego, e um barulho meio acelerado, que foi ficando mais desagitado foi interrompido pelo barulho do radio: é sua mãe onde 'cê ta' discarado? Mainha agora estou ocupado, pois ligue logo que seu pai tá enfartado. E agora tenho que desligar, bye bye brisa do suicida.

domingo, 18 de setembro de 2011

Minha droga

Você é como uma droga viciante, cada dia que passa desejo-te mais e mais, fumo-te como se fosse o ultimo trago da minha vida, uso-te como se fosse minha ultima chance de entrar em um mundo irreal, eu bebo-te como se fosse a ultima dose do bar, entro em abstinência quando sinto sua ausência, quando sinto falta do seu cheiro, do seu gosto, do seu corpo colado ao meu, pedindo, praticamente implorando pra usar-te.

Releitura de Malena Alves.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Doce Veneno

Doce veneno que me instiga e me revira por dentro, sentir seu cheiro, seu gosto amargo descendo pela garganta, a sensação de bem estar e de ser feliz como uma criança, você acha que é fraco, mas é algo que te atiça que te leva ao céu pra ver estrelas, como um orgasmo que você tem com quem deseja, te faz entrar em um mundo que não é real, cobra muito de você, é como fazer amor 24h e ainda sentir prazer.

Malena Alves