Ei doutor, o meu caso é sério, é caso de amor
O meu corpo está tremendo, e no estômago um bolor, minha cabeça que pesa, e meus olhos se perdem junto a ela.
Tem cura?
Tem creme que tire o toque da pele dele na minha?
Ou injeção que apague o que vivemos?
Colírio, droga, veneno que reviva meu olhos de fundo do poço?
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Doença: amor agudo
...
Fugiu dos padrões, já não há dedos, números, significados que possam contabilizar a imensidão infinita, o eterno sentimento sublime que existe dentro de mim, que é você.
Simpatizantes (barba por peitos)
É só uma questão de parede
Cada um come na sua
E não tem opinião
É só não sair do armário
Cada um com seus bugalhos
Cada qual com a sua razão
Meus impostos já estão pagos
Os meus rótulos estampados
Pátria amada escuridão
E pobre da sociedade
Que não muda a mentalidade
Só assiste televisão
Inflamado estou agora
Foragido, despeitado
Me escondendo do povão
Depois de tanta farsa
De abafar tanta desgraça
De poupar a imaginação
Quero trocar minha barba
Por seus peitos de guerra
Vou mudar de estação
Vamos lá minha cara
Eu uso seu sutiã
E você minha navalha
Até dizer sim
Quanto tempo leva pra entender
O que você não sabe explicar
Se o tempo é curto eu não quero perder
Mas seu relógio não sabe contar
Eu bem te chamo até me arrepender
Tentando nos seus olhos fixar
E bem quando eu desisto da pra ver
Que os seus olhos vem me procurar
De vez em quando tenho a sensação
Que não conheço mais os seus sinais
Se de repente você estica a mão
É porque já me deixou pra trás
E quando eu te peço conclusão
Pra por de vez um ponto no fim
Você faz graça com meu coração
E eu enlouqueço até dizer que sim
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Daqui a distância
Eu gosto dessa distância que nos separa, o encontro é mais interessante e a despedida é sempre mais quente e os momentos são mais marcantes.
Essa distância é a medida exata para nossa saudade, cabe apertada e fica cada vez menor.
Venho a mim
E pra não berrar com você, te maltratar e perder a cabeça, venho a mim, por meio desta, me retratar comigo, me pedir desculpa por cair, levantar e na primeira cambaleada me atirar ao chão outra vez. Depois de tudo o que sobrevivi, das mentiras, das noites tortuosas, das brigas mal-acabadas, de tudo, passo a mim, e somente a mim a responsabilidade de decidir. Deixo a minha vontade recolhida que se faça a justiça, me adormeça e me deixe em paz.
Como é ser
O que é conveniente pra mim
Pode não ser adequado pra você
O que a gente se nega ouvir
Muitas vezes acabamos por ver
O que é satisfatório pra alguém
Pode não sanar outra necessidade
Se o que é aleatório lhe cai bem
Eu escolho pra matar minha vontade
Tantos becos e caminhos a seguir
Cada um atira numa direção
Quantos vezes eu vou ter que mentir
E calar a os berros da razão?
Muitos podres ei de descobrir
Pouca gente saberá me responder
Quem no mundo é capaz de agir
Quem no fundo tem sede de viver
Por fim eu sobreviverei
Nesse nicho da submissão
Que me engole por nascer gay
Pela minha condição
Contrato com a solidão
Você assinou um contrato e depois quis desfazer
Aquele seu porta retrato eu não vou devolver
Já estava combinado e você disse não
Estou de contrato assinado com a solidão
Sem você
Sem você eu não vou nem tentar
Sem você eu não vou nem pensar
Sem você eu não sei mais viver
Sem você até me falta o ar
Sem você eu não existo mais
Sem você e você tanto faz
Sem você são 2 passos pra trás
Sem você pra mim já é demais
Sem você eu só vou decair
Sem você pra mim não vai fluir
Sem você está chato de existir
Sem você para contribuir
Sem você eu vou na contra mão
Sem você até me falta o chão
Sem você e você diz que não
Sem você eu não tenho refrão
Suas curvas
Me entregar a você seria abrir mão de tudo o que planejei até agora, mas você me chama de um jeito que me faz derreter e endurecer ao mesmo tempo, e quando desvenda o mistério da braguilha e revela um glorioso prazer, que mais parece uma obra prima, um imã, eu não resisto.
Conheço cada linha da tua musculatura, já mapeei o teu inferno astral e descobri que sua lua combina com meu céu.
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